O PODER DO NÃO JULGAMENTO

em 28/08/2017

 

Em 02 de Agosto de 2017 completei mais um ano de vida, como todos os anos de vida completado, deve haver uma comemoração para esta data tão importante que é o meu aniversário.

Na comemoração do meu aniversário, minha esposa é quem faz a surpresa de onde iremos comemorar a data, e lógico que no dela vale o mesmo ritual, aí o que vale é a criatividade, coisa que não sou muito bom, mas estou melhorando com o passar do tempo.

Neste ano, ela não me deu nenhuma dica, somente falou que íamos de carro, o que julguei um pouco estranho, mas, vamos lá!

Começo a dirigir conforme ela ia me dando as instruções, então, em determinada avenida em São Paulo eu descobri a surpresa, pois era um local onde ela estava querendo ir há algum tempo.

Parei o carro no valet, o que não gosto muito e neste local os estacionamentos onde o veículo é parada ficam um pouco distante, tanto que existe uma placa dizendo “… seu veículo pode levar de 20 a 30 minutos para retornar…”algo assim, isso já desanima em deixar o carro com o manobrista. Mas era dia de comemoração, então nada poderia estragar meu humor.

Na entrada do estabelecimento, muitas senhoras e senhores super elegantes, perfumados, julguei estarem indo em um grande evento. Enquanto estávamos na fila a hostess perguntou onde iriamos, minha esposa falou e logo ela disse, então é por aqui (não havia fila), entramos no local. Em meus pensamentos julguei, ahhhh logo o pessoal chega. Ou talvez os amigos e familiares irão sair daquela cortina ali na frente.

Mal sentamos, minha esposa pede duas bebidas, julguei estranho novamente, pois nem sabia o que eu queria beber.

A garçonete trouxe os cardápios e perguntei: Por favor, qual a programação de hoje?? (era uma quarta-feira). Resposta: Hoje tem um campeonato de dança da terceira idade!! Eu falei: isso é ali! Mas e aqui? Ela: aqui é o futebol no telão.

Os julgamentos na minha cabeça não paravam, alguns até expressei para minha esposa. Amor, você não entrou no site para saber da programação, o que ia tocar, etc.? Ela afirmou que sim, que no site informou que tocaria samba. Falei que se fosse samba, seria gafieira, pois pelos belos e elegantes senhores, é o que iriam dançar naquela noite inteirinha.

Já com a paciência chegando no limite, após um dia de muito trabalho, sugeri para escolher uma porção, pois estava morrendo de fome e esperava um restaurante bacana, ela me enrolando falando para ajudá-la na escolha e minha paciência ficando cada vez mais curta.

Peguei o meu celular e falei, já sei!! Vamos para um restaurante aqui por perto e está tudo certo, pois aqui não foi uma boa escolha desta vez, não estamos curtindo aqui. Então ela apelou para o lado emocional, dizendo que em nosso primeiro dia dos namorados eu a levei em um lugar que ela não gostou, mas mesmo assim permaneceu durante toda aquela noite (falarei desta surpresa logo). Então, guardei meu celular e fiquei por ali mais alguns instantes, com meus infinitos julgamentos.

Aproxima-se um rapaz e diz: “boa noite, sou o comandante Guilherme, estou aqui para proporcionar-lhes um passeio de helicóptero que foi presenteado por alguém misterioso, com licença que irei encerrar a comanda de vocês e leva-los”.

Naquele momento, todos os julgamentos que eu estava fazendo, se foram repentinamente, dando lugar para a emoção que quase não contive. Nisso, minha esposa já havia avistado o comandante e estava filmando a minha cara emburrada até a chegada do comandante na mesa e a transformação da minha fisionomia.

Em uma sala preparada com pétalas de rosas sobre a mesa, um balde de gelo com uma garrafa de frisante dentro, duas taças personalizadas com nossas iniciais, ficamos ali por alguns minutos e depois nos dirigimos para o voo de helicóptero em uma bela noite, sem nuvens, sem vento, ou seja, tudo propício para aquele passeio noturno de helicóptero pela cidade de São Paulo.

O comandante falava durante o voo que faríamos o passeio durante um tempo e depois retornaríamos de onde partimos, mas isso também já estava combinado, pois ele pousou em um hotel na zona sul de São Paulo, informando que ali ficaríamos para um proveitoso jantar.

Se não em todos os momentos, eu diria em vários momentos de nossas vidas, passamos muito tempo julgando as coisas. Eu, naquela noite linda, indo comemorar meu aniversário, chego em um lugar que não havia nenhum clima para uma comemoração, julguei uma má escolha, julguei uma falta de preparo e atenção da minha esposa, mas no fundo, estava tudo ali, muito bem preparado com amor e carinho, atenção aos mínimos detalhes.

Nunca devemos julgar as situações, as pessoas, os lugares, sem antes termos o conhecimento do “todo”, pois sempre haverá um melhor entendimento quando você espera até o fim para concluir o que realmente importa. Pergunte-se: O que isso significa no olhar do outro? O que o outro quer dizer fazendo isso ou aquilo?



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